sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ALMA DESNUDA.

A luz da lua cheia penetra em nossa sala pela janela aberta, ilumina tua silhueta e me projeta a cena, trazendo ao meu olhar sua perfeita beleza. Vejo-te vestida de maravilha, sinto teu corpo exalando o perfume da poesia.

Os seus olhos são espelhos da minha alma, pois a vejo neles refletida. Diante deles me sinto um tolo, pois aqui se desnudam minhas virtudes e vícios todos. E, sem máscaras, despido ante a tua visão, sei que aqui não há mentiras, só verdades expostas e totalmente declaradas.

A insegurança de ver-me nu na tua frente do meu espírito se apossa, no entanto, em dado momento, supero o medo do teu julgamento, pois estar tão inteiro em tua presença faz com que a alegria se torne minha íntima amiga tão querida.

Bebo em teus lábios o vinho tinto da paixão. Minha língua tocada pela tua, experimenta a mais doce ventura. Sinto-me inebriado, pois beijei uma deusa e quem assim o faz, torna-se um iluminado.

A lua de prata no céu de brigadeiro continua a iluminar-te por inteira. Em cada movimento teu, por ela revelado, te mostras uma sedutora faceira e a cada passo de tua dança feiticeira, quedo-me a teus pés, irremediavelmente seduzido, homem vencido, totalmente apaixonado.

Sob a luz prateada desse mesmo luar, minha alma desnuda pelo teu feminino olhar, enamorada com a tua, põe-se extasiada com ela a bailar. E nisso eu sei em meu coração, que será para sempre teu, o meu amar.

ELTON DAS NEVES O ANJO DAS LETRAS.

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