quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Quando Julgamos

Se as pessoas soubessem os efeitos do julgamento de outras pessoas em si próprias, em um mês metade do julgamento seria extinto do planeta, em um ano teria terminado completamente. Julgar os outros pára nossa transformação pessoal, estaciona nossa evolução, impede de descobrirmos quem somos nós.



Todo julgamento é uma opinião. Ninguém sabe os infinitos motivos que levaram uma pessoa àquele resultado, só estão opinando incompletamente sobre o resultado. Uma pessoa erra (inclusive pelo julgamento) porque não sabia fazer diferente. Ninguém é louco por completo de errar propositalmente, ninguém ama o fracasso, ninguém ama a infelicidade, as pessoas erram por desconhecerem que poderia ter sido diferente.



Quando você julga uma pessoa define a si mesmo. Sim, é uma opinião sobre a outra pessoa, a verdade do outro somente o outro pode descobrir ou saber. Todo seu julgamento a respeito do outro é uma emanação de você mesmo, ou seja, é você. Nós só julgamos quando percebemos (verdadeiramente ou não) que o outro tem o que desejamos e não possuímos ou quando estamos tentando esconder de nós mesmos algo e vemos isso espelhado no outro.



O julgamento do outro não diz nada a respeito do outro, diz apenas que você precisa julgar a pessoa daquela forma. Quem aceita isso aproveite essa oportunidade. Toda vez que sentir tentado a julgar é porque abriu-se uma passagem entre você é seu verdadeiro eu. Quando essa tentação vier existe a real chance de se descobrir algo e transformar. É sua chance de abandonar um defeito, esquecer uma tristeza, sublimar uma dor.



Troque seu julgamento por observação amorosa. Nós também criamos a realidade dos outros, mas criamos a cada julgamento nosso pelo menos sete vezes essa realidade em nós. Quando perceber um erro no outro, diga apenas para si mesmo que esse não é o seu caminho e compreenda que a escolha do outro é verdadeiramente o caminho dele, nem melhor e nem pior que o seu, apenas um caminho diferente.



Quando você sentir a tentação de julgar procure descobrir o que causa essa tentação. Focar o erro do outro além de julgamento é perda de tempo uma vez que você somente pode corrigir seu próprio erro. Quando o foco vai em direção ao nosso interior, esse direcionamento em si mesmo é intrinsecamente divino. Você está começando a lidar com sua realidade interior, a realidade que forma sua realidade exterior, pense na grandeza desse processo, o quanto de positivo você ganha com isso.



Julgar a si mesmo é tão burro quanto julgar o outro. Você errou não porque é mau, tem má índole, é imperfeito ou incompleto, tudo isso não tem correção. Você errou porque não sabia fazer diferente. Tudo o que não se sabe poderá saber. Isto é mágico, maravilhoso, divino, absoluto. Simplesmente é saber que existe solução para todos os seus erros. Este processo só pode ser iniciado quando é extinto o julgamento. Parar de julgar é outro sinônimo para perdão.



Jesus já deixou explicito para não julgar e poucos o ouvem. Mude sua postura, mude seu comportamento. Não conheço ninguém ainda que tenha escapado por completo da tentação de julgar, mas repare, as pessoas que julgam pouco ou quase nada são mais felizes, tem mais amigos, são mais amadas, exigem quase nada e tem quase tudo. Começe agora a não julgar, os resultados são infinitos.

Marcelo Marinho

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